Post 580 – Tio Chico Informa nº 223 – Postagem do ex-Presidente da Anfibra sobre a ultima AGE e seu consequente desligamento deste Clube. – Data: 2/10/18

Tio Chico Informa nº 223

Postagem do ex-Presidente da Anfibra sobre a ultima AGE e seu

consequente desligamento deste Clube.

 

Amigos e amigas do CAFIB e do Fila Brasileiro (FB),

Acaba de ser postado no Facebook de Joaquim Liberato Barroso, mais conhecido como Quinzinho, (vide clicando em https://www.facebook.com/Canilboasorte?fref=nf ) o seguinte post que encaminho um pouco mais abaixo e que segue na integra sobre ultima AGE e seu desligamento da Amfibra.

Para os mais novos que não conhecem Quinzinho, comento que há quase 30 anos ele é do titular do Canil Boa Sorte. Este tradicional Canil foi fundado em 1974, na cidade fluminense de Valença, por Marília Barroso Pentagna. Foi coincidentemente no mesmo ano em que fundei meu Canil Cafibra no Rio de Janeiro. Era o início da mestiçagem ilegal, criminosa e sem controle que sempre contou com a conivência institucional e sistêmica do BKC, CBCK e da FCI e é, sem duvida, a grande responsável pela miscigenação e a enorme desorganização existente na Raça FB.

Eu comprei em Janeiro de 1974 três cães, supondo que todos eram Filas-Puro, mas apenas um era de fato Fila-Puro. Pouco tempo depois devolvi os dois “filas-mestiços” com pedigree para o Canil dos Pampas onde os havia adquirido. O Canil Boa Sorte foi bem mais feliz, pois tinha FBs de Regular e Boa qualidade adquiridos de vários criadores, entre eles, Fernando Young e de Arthur Verlangieri. Reconhecendo que seu plantel necessitava de correções e aprimoramento, Marília se aproximou do CAFIB e em sintonia com este Clube, melhorou muito sua criação, chegando a ter excelentes cães.

Marília, desde o início acompanhada sempre pelo Quinzinho, foi uma grande apoiadora do CAFIB, basta ver no documento http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/11-Documentos-1984-ate/11-20.jpg . Além disto, Marília e Quinzinho sempre compareceram as 13 expos realizadas pelo CAFIB-Rio.

Segue na integra o texto muito nobre, equilibrado, responsável e respeitoso do Quinzinho explicando seu “…desligamento da Presidência, do quadro de Diretores, Social e de árbitros da Amfibra,… ”.

Sinceramente, não estou feliz com este desligamento.

Apesar da Amfibra desde a sua fundação apenas ter copiado a filosofia, os princípios e os métodos de aprimoramento e criação estabelecidos pelo CAFIB, que há 40 anos revolucionou a criação do Fila-Puro, resgatando-o da extinção e da mestiçagem, sabemos que o CAFIB enfrentou alguns anos atrás os mesmíssimos problemas relacionados pelo Quinzinho no post abaixo relativo a ego e personalidade arrogante, prepotente e inflada.

Mas penso ser justo ressaltar que a Amfibra sempre esteve ao lado do Fila-Puro, principalmente na gestão do Quinzinho. Por exemplo, prefiro mil vezes a Amfibra do que

a SPFB, que desde seu antecessor, o Clube Paulista do Fila Brasileiro, berço da mestiçagem com seu presidente João Batista Gomes (vide em http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/fotos/1843.jpg e em http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/9-Documentos-ate-1979/9-24.jpg ) , ainda não conseguiu desligar do CBKC-FCI

Espero que a criação do Fila Brasileiro PURO, fora do âmbito sempre nebulosos do CBKC-FCI, se fortifique ainda mais e que os criadores entendam que não devem ter jamais compromisso com seus erros.

E a mestiçagem é o maior erro na criação do Fila Brasileiro !!!

Segue post na integra:

Abre aspas

Joaquim Liberato Barroso

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Relativamente ao episódio ocorrido recentemente com a cadela Cuba Fila Roots na última exposição da Amfibra realizada em Ipaussu (SP) e, principalmente, quanto à seus desdobramentos, por dever de ofício, cabe-me fazer alguns esclarecimentos em respeito ao público que lida, trabalha e se interessa pelo Fila Brasileiro.

Em primeiro lugar, deve-se deixar bem claro que em momento algum foi questionada, ou posta à prova, as qualidades da fêmea em questão, que é ícone da Raça, com extremo sucesso em pistas e reprodução. Mudar o foco da discussão para essa seara é mascarar a situação e somente interessa aos que desejam se mancomunar ao erro.

Voltando à cronologia dos fatos, tão logo soube do ocorrido, através do grupo interno de mensagens, ressaltei de imediato, tão somente, a necessidade da reparação do erro, sem nunca ter apontado para a direção de cobrança de responsabilidades ou qualquer tipo de punição à equipe que lá estava (apesar de que, se fosse o caso, não seria descabido, em se tratando de uma Organização que teve prejuízo morais com o acontecido).

Erramos de boa fé? Ok, todos o fazem, contudo cabe a reparação do erro. Simples e honestamente assim deveríamos fazer as coisas. A solicitação foi acatada e foi marcada sua discussão para a data em que já havia uma Assembleia Geral Extraordinária marcada.

Contudo, o que assistimos na AGE foi o que somente posso classificar como um Show dos Horrores, onde regras, noções básicas de ética e o (bom) senso e práticas comuns foram rasgados a fim de satisfazer o difícil ego do principal idealizador da Amfibra, que chamaremos de Sr N° 1. O surreal e insano circo que lá se decorreu, temperado com generosas doses de histeria e destempero, insistia em justificar o injustificável, tentando criar explicações e desculpas tão frágeis que não deveriam resistir a um raso olhar honesto.

Vis e ardilosas tentativas de manobras foram tentadas, não com intuito honesto da correção de um erro que foi cometido, aparentemente, de boa fé, como tantos que cometemos em nosso dia a dia. Para mim seria coisa muito simples, erramos…….consertamos. 

Para os amigos terem uma pequena ideia do desatino que se deu por lá, em um momento estávamos a banir um Conselheiro Fundador por infringência a normas Estatutárias e, minutos depois, estava-se votando, e aprovando-se, o desprezo destas mesmas regras. Tudo porque o objeto da votação cambiou dos interesses de um Fundador que “ousou” contestar o SR N° 1, para os do próprio Sr N°1. Patético, não?

Assumo a responsabilidade de ter relevado um importante detalhe, a torpe e megalômana personalidade do Sr N°1, que não lhe permite sequer admitir que apostou a dezena errada na loteria, ou questionaria a Lei da Gravidade se ela lhe parecesse contrária. Sua patológica percepção de onisciência e infalibilidade, típicos de quem tem este tipo de problema, resiste até ao público e notório conhecimento de que está muito longe disso, bem pelo contrário.

Seu extenso currículo de problemas, brigas e polêmicas destemperadas e agressivas, por onde passa, o coloca como pivô das maiores, e piores, contendas do ambiente do Fila Brasileiro (que tanto mal já ocasionaram) e já fazem parte, há tempos do acervo folclórico da Raça, lhe concedendo o (pouco) honroso título de maior rejeição entre todas as pessoas que fazem parte da cinofilia fileira, com praticamente todas as portas fechadas à sua frente, dependendo de amigos que, em triste e passiva submissão, lhe servem de degrau e plateia para propagar suas “reinações”, em uma triste e desleal relação de covarde vassalagem, contudo paradoxalmente voluntária, Alguns destes já sofrem sérios problemas em suas vidas decorrentes dessa descabida relação. Não os culpo tanto por isso, talvez não tenham a força necessária para se impor, contudo responsabilizo veementemente o mais forte, por explorar essas fraquezas de forma de forma tão covarde.

Desta forma amigos, ficou descortinado o que já se desconfiava há tempos: a falência e inviabilidade do Projeto Amfibra, não por motivos fortuitos ou excepcionais, mas pela absoluta impropriedade de seus fundamentos, onde o desejável e necessário foco ao Fila Brasileiro e seus criadores foi substituído pelo vaidoso objetivo pessoal do Sr N° 1 em se contrapor ao CAFIB, seu local anterior de atuação e de onde saiu execrado, não deixando saudades. Construir sobre alicerces fracos é garantia de desastre. Não eram por acaso os evidentes sinais de gradual evolução negativa do clube, observados desde seu promissor início. Sobrevivemos por conta de um ufanismo infantil e “soluços” de um ou outro evento mais significativo, os quais nunca se converteram em um viés, real e palpável, de ritmo ascendente e virtuoso à Amfibra. Chegamos sábado à AGE sem termos a presença de sequer 1 associado que seja, fechando o ano de forma melancólica e sem prognósticos positivos à frente. Definitivamente, não se trata de coincidência.

Diante disso tudo e não podendo mais compactuar ou participar desses tipos de situações erráticas e descabidas, por coerência, comunico aos amigos que decidi, na própria AGE mesmo, pelo meu desligamento da Presidência, do quadro de Diretores, Social e de árbitros da Amfibra, bem como solicitei o cancelamento dos registros genealógicos de cães de minha propriedade existentes nessa Associação, conforme comunicação juntada à presente postagem. 

Há pouco, antes do término da redação desta postagem, recebi comunicações de vários Diretores e Conselheiros, que estavam presentes à AGE votando a favor da “acobertação” do erro, solicitando seus respectivos desligamentos. Errar é humano, mas fazer conluio para camuflá-lo já não é. E correr quando percebe a (má) repercussão que causou… bem, decidam vocês mesmos o que isso é.

Não sou Fundador, nem nunca fiz parte do Conselho Diretor da Amfibra. Tenho plena consciência que exerci o mandato de Presidente de forma séria, presente, honesta, firme e atuante. Com a ajuda de alguns Diretores, colocamos a Associação para funcionar como nunca antes. Todavia, o Conselho Diretor, órgão hierarquicamente superior à Diretoria, preferiu seguir suas diretrizes básicas, insistindo em aplicar um, projeto que, como já dito, contém sérios vícios e problemas estruturais. Não há como continuar. Não tem como dar certo.

Desejo boa sorte aos que se dispõem a continuar.
Viva o Fila Brasileiro!!

Joaquim Liberato Barroso – Titular do Canil Boa Sorte

Fecha aspas

Abraços, Chico Peltier.

 

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