Post nº 145 — Tio Chico Informa nº 55 — Paulo Godinho, obrigado pelo seu “Atestado de Veracidade”… — Balanço Geral do livro “FB – Um Presente das Estrelas”… — Fechando meu ciclo de 40 anos defendendo o Cão de Fila Brasileiro. — Enviado em 14/12/13

Tio Chico Informa nº 55

Paulo Godinho, obrigado pelo seu “Atestado de Veracidade”…

Balanço Geral do livro “FB – Um Presente das Estrelas”…

Fechando meu ciclo de 40 anos defendendo o Cão de Fila Brasileiro.

Meus amigos e amigas,

O recém-lançado livro de Paulo Godinho, intitulado “Fila Brasileiro – Um Presente das Estrelas” — totalmente patrocinado pelo CBKC —  é um verdadeiro “Atestado de Veracidade” para o CAFIB. Neste livro Godinho narra e comprova para todo o mundo cinófilo, principalmente o ligado à Raça Fila, muitas das verdades que o CAFIB sempre defendeu, divulgou e publicou ao longo dos seus quase 36 anos de existência. Isto é: a Verdadeira História do Fila Brasileiro.

A narrativa deste livro comprova que os principais articulistas do CAFIB, entre eles, Paulo Santos Cruz, Luiz Maciel, Américo Cardoso e o “Tio Chico”, inicialmente por meio da Revista Animais & Veterinária, depois por meio do jornal do CAFIB intitulado O FILA, (clicar na página do site do CAFIB, bem embaixo do nosso logo ) e, mais recentemente, por meio do meu site ( http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/ ) e do meu blog (https://filabrasileirochicopeltierblog.wordpress.com/  ) sempre estivemos informando a verdade ao defender com nossa argumentação e conhecimento técnico o Fila Puro e o CAFIB, assim como denunciando e divulgando a mestiçagem, os mestiçadores, os mestiços, os NAM`s ( Neo Apologistas da Mestiçagem) e os dirigentes e clubes omissos.

Meus amigos e amigas, li este livro duas vezes e li três vezes o capitulo “No Tempo das Mestiçagens”, (pag. 188) que mais relata a minha própria atuação na História da Raça Fila, portanto:

1. Permitam-me  confessar: Paulo Santos Cruz esta de alma lavada !!!…

Quando eu fui visita-lo em Santos no inicio do ano de 1.976, encontrei o Pai da Raça Fila totalmente afastado da cinofilia e do então BKC, mas ainda criando uns poucos Filas, entre eles Henequém, no seu tradicional Canil Parnapuan. Ele me repetiu que há anos estava cansado e decepcionado com a política cinófila, onde imperava interesses diversos e muitos egos. Este afastamento é facilmente entendido para quem conheceu o caráter e a seriedade do Dr. Paulo. Como eu já sabia disto, pois ele me havia confidenciado os motivos de seu afastamento quando marquei minha visita por telefone com ele alguns dias antes, levei meus trunfos para trazê-lo definitivamente de volta à cinofilia: muitas fotos de “filas-mestiços”, alguns até com titulo de campeão do BKC, a terrível noticia do fechamento do Registro Inicial (RI) (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/5.html ) e, pior, contei para ele das experiências que estava sendo feitas com o objetivo de se inventar o chamado “fila-preto”…  Estas 3 terríveis informações foram demais e nosso querido amigo Dr. Paulo sucumbiu aos meus apelos. Assim, em 29/06/76 Godinho publicava no Jornal do Brasil a seguinte matéria intitulada A Volta do grande Mestre (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/4-Documentos-de-1975-e-1976/4-17.jpg ). Logo depois Americo Cardoso, Airton Campbell, Roberto Maruyama, entre outros fundadores do CAFIB, se inscreveram num curso sobre Fila Brasileiro que Dr. Paulo começou a ministrar na cidade de São Paulo.

Era o retorno à cinofilia do homem que nos idos de 1.950 conheceu o Fila e foi busca-lo em dezenas de viagens realizadas ao seu habitat natural, isto é, nas fazendas no Sul do estado de Minas Gerais; que organizou o Fila enquanto Raça; que redigiu seu primeiro Padrão e que fundou o lendário Canil Parnapuan. Foi o homem que deu visão nacional e internacional ao Fila, ao exporta-lo pela primeira vez para a Alemanha e foi responsável por tantas outras excepcionais ações no conhecimento, divulgação e em defesa de nosso Cão de Fila Brasileiro.

Desde então, Dr. Paulo, ate seu falecimento em 1.990 escreveu dezenas de magistrais artigos sobre o nosso Fila. Dr. Paulo, o Mestre de Criação do CAFIB, por meio de seus primorosos artigos (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/8-Documentos-de-1978/8_30/materia.html ) muito ensinou àqueles que realmente desejaram aprender sobre o Verdadeiro Fila, sobre como criar o Fila Puro do CAFIB, aprendendo assim a afastar de suas criações os mestiços com pedigree de Fila.

Entretanto, quis o destino, que Dr. Paulo viesse a falecer sem publicar o seu livro sobre o Fila, cujo rascunho eu vi com meus próprios olhos durante esta minha visita. Era um livro extremamente minucioso.  Jamais me esqueço de que o item “orelha” tinha quase 10 subitens… Eu cheguei a pensar que o Dr. Paulo era médico, tal minuciosa era sua discrição de todos os itens. Entretanto, Dr. Paulo era advogado, faleceu repentinamente e o rascunho deste livro desapareceu. Nem mesmo dirigentes do CAFIB como Airton, Américo e Maciel que foram para Santos após seu falecimento convidados pela sobrinha do Dr. Paulo para receber seus pertences relativos ao Fila, acharam este rascunho na casa do Dr. Paulo.

Mas dizem que Deus sempre abençoa os homens de bem e deles jamais se esquece… É verdade, tanto que este ano nosso querido Godinho lançou seu livro onde podemos conhecer muito da vida e da obra não só do Dr. Paulo, como também de sua querida esposa Antonieta, a verdadeira alma da criação Parnapuan, alem da historia do famoso Canil Parnapuan. Quem ler este livro conhecerá como Dr. Paulo organizou seu canil e, logo depois, a Raça Fila já que inúmeros fatos, muito deles inéditos, encontram-se minuciosamente relatados neste livro. Conhecerá ainda como Dr. Paulo foi um dos dirigentes mais importantes da cinofilia nacional, tendo ficado 18 anos na presidência do SKC (Santos Kennel Club) e sendo considerado o melhor professor de cursos para a formação de juízes especializados e all-rounders do BKC, alem de cursos ministrados para a Sociedade Paulistana de Pastores Alemães.

Por tudo isto, receba meu muito obrigado, Paulo Godinho !!!

2. Permitam-me  confessar: o Tio Chico esta de alma lavada !!!…

Meus amigos, é difícil e curioso escrever sobre minha própria pessoa…

Adquiri meu primeiro Fila em janeiro de 1.974, com apenas 23 anos, mas o fato é que, desde 1,976 quando comecei a divulgar e publicar meus primeiros pensamentos denunciando publicamente o fechamento do Registro Inicial (RI) e, logo depois, a mestiçagem, os miscigenadores tentaram me intimidar e me ameaçaram. Logo que voltei do meu trabalho em New York-USA  (dezembro de 1.976) tive meus cães apedrejados à noite dentro do meu canil na Barra da Tijuca-Rio; quando retornei do meu trabalho de Londres no final de 1.979 fui ameaçado fisicamente por ter escrito minha “Carta Aberta de Londres” ( http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/8-Documentos-de-1978/8_14/materia.html ). Desde que lancei meu site ( http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/  ) no início de 2.009 e depois meu blog ( https://filabrasileirochicopeltierblog.wordpress.com/ ) em Agosto/12 tenho sido ameaçado fisicamente, fui xingado, chamado de Pinóquio e “cafibento”… Sem argumentos contra minhas denuncias tentavam denegrir o CAFIB chamando-o de clube dissidente e seita… Diziam que BKC e CBKC eram clubes oficiais, apesar de terem sido ambos excluídos do Ministério da Agricultura (MA) – (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/novos/30_79/materia.html ). O mesmo MA que autorizou o CAFIB a emitir pedigrees… (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/13-CAFIB-X-MA/13-1.jpg ). Alem disto quatro criadores do CBKC ameaçaram me processar e um chegou até a lançar a ideia de fazer uma vaquinha para arrecadar dinheiro para a contratação de advogado para entrar na Justiça contra mim… É verdade, minhas denuncias sempre incomodaram os mestiçadores e seus herdeiros, os chamados NAM`s (Neo-Apologistas da Mestiçagem)… Graças a Deus, ao do CAFIB e ao meu conhecimento sobre a Verdadeira História da Raça Fila, minha persistência e meu incansável trabalho sempre em defesa do Fila Puro, continuo divulgando meus pensamentos e, principalmente, meus argumentos. Que, aliás, nunca são rebatidos…

Tive boas discussões no passado com Joao Batista Gomes ( http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/fotos/1843.jpg ) e Procópio do Vale (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/fotos/1816.jpg );  juntamente com Airton e Mariana Campbell, Américo e Mariana Cardoso entrevistei em 16/07/11 Enio Monte (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/novos/30_97/materia.html ) e mais recentemente também tive boas discussões, algumas até públicas, com Virgilio Orsi, Harrison Pinho, Luis Henrique Costa e Andre Castro. Entretanto, jamais considerei estas pessoas como inimigas, apenas como meus adversários em ideias e pensamentos. Como já disse inúmeras vezes, não levo estas discussões para o lado pessoal. Apenas sinto muito a falta de argumentos dos criadores do Fila-CBKC-FCI e principalmente dos NAM´s (Neo-Apologistas da Mestiçagem), que não defendem histórica e tecnicamente o fenótipo atípico dos cães e o “fila-preto” que insistem em criar, mas que não são Filas

Será que agora os NAM`s (Neo-Apologistas da Mestiçagem) que me ameaçavam acionar na Justiça tantas vezes, pretendem acionar o Paulo Godinho por ter escrito este livro e o CBKC, na pessoa de seu presidente Sergio de Castro por ter patrocinado, financiado e viabilizado este magnífico livro escrito pelo Godinho? Penso que não… Paulo Godinho tirou definitivamente as máscaras que restavam à mestiçagem…

As verdades escritas por Godinho e viabilizadas pelo Sérgio de Castro estão acima destas tolas ameaças… e das eternas desculpas superficiais dos NAM`s…

Assim, meu muito obrigado principalmente a Antonieta e Paulo Santos Cruz (in memoriam), Luiz Maciel, Rose e Airton Campbell, Cleide e Americo Cardoso, Marília e Roberto Maruyama, Cilene e Fernado Zanetti, Jonas Iacovantuono, Sebastião Monteiro (in memoriam), Stella e Caico Amaral, Denise e Luciano Gavião, Edna e Pedro Borotti, Antonio Silva Lima, José Souto Maior Borges, Arthur Verlangieri, Jaime Pérez Mahuenda, Linda Maggio, Jan Kubesa e aos demais amigos que compõem a Velha Guarda do CAFIB; assim como a Nova Guarda nas pessoas de Tenisson Cavalcante, Mariana Campbell, Adriano Pacheco, Cintia e Gerson Junqueira e Joaquim Liberato, entre outros. Voces, juntamente com os jornalistas Paulo Godinho e Antonio Carvalho Mendes (in memoriam) e a criadora de Filas e escritora Ines Van Damme realizaram na prática o sonho que eu há 40 anos idealizei na teoria: fundar um clube de Fila totalmente independente do BKC-FCI, que veio a ser o CAFIB e, por meio deste, resgatar da extinção o Fila Puro, preservando-o e perpetuando-o tal qual o herdamos da Mãe Natureza. Apesar da vigorosa máquina pró-mestiços e pró-aumento de faturamento chamada de BKC-CBKC-FCI e dos mestiçadores.

Por tudo isto, receba meu muito obrigado, Paulo Godinho !!!

3. Segue abaixo algumas frases e pensamentos pinçados do livro de Paulo Godinho, patrocinado pelo CBKC. Apesar do Godinho escrever uma enorme quantidade de dados novos e inéditos, outras informações, de uma forma ou de outra, desde 1.976 Dr. Paulo e eu começamos a denunciar e a partir de 1.978 o CAFIB também.

            Nota 1: Como já relatei na Introdução do meu site, inicialmente minhas denuncias eram tímidas e feitas pessoal e reservadamente ao Presidente do BKC, Henrique Pereira de Lucena, na sede deste clube aqui  no Rio. Por não surtirem o efeito desejado, passei a denunciar e divulgar a mestiçagem nas colunas que eu escrevia no jornal carioca Diário de Noticias, na Revista Animais e Veterinária e nas minhas Cartas Abertas. O CAFIB vez suas denuncias principalmente por meio do jornal O FILA, publicando por Luiz Maciel, que foi lançado pelo CAFIB em dezembro/78 e encontra-se disponibilizado no site do CAFIB:

http://www.cafibbrasil.com.br/jornal-o-fila/index.html.

           Nota 2: Relacionei abaixo poucas frases deste livro justamente para estimular os leitores a comprarem este excepcional livro. Para adquiri-lo basta clicar em HTTP://blogdopaulogodinho.blogspot.com ou enviar um email para paulogodinho@ique.com.br .

Pg. 29: “Daí para frente, ele (PSCruz) faria artigos esparsos para umas poucas revistas, até 1.976, quando voltou à cinofilia para lutar contra as mestiçagens que ameaçavam a raça Fila Brasileiro” e “No ano de 1977 (PSCruz), já completamente integrado à causa do Fila Brasileiro sem mestiçagens…”;

Pgs. 66, 71, 99 e muitas outras: mostra como os Filas criados no Sul de Minas, assim como no interior do Brasil, não tinham registros.

Explicação minha: estes Filas que também eram chamados de “Filas de Fazenda”, por não terem registro no BKC, com o fim do RI (Registro Inicial) foram automaticamente excluídos do plantel brasileiro como se não existissem, pois não mais poderiam ser registrados no BKC, que erradamente encerrou o RI (Registro Inicial) em 1.975 (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/5-Registro-Inicial-FILA-BRASILEIRO/5-1.jpg , http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/5-Registro-Inicial-FILA-BRASILEIRO/5_5/materia.html e http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/5-Registro-Inicial-FILA-BRASILEIRO/5-18.jpg ).

O BKC tomou esta decisão absurda mesmo sem ter feito nenhum levantamento deste plantel de Filas de Fazenda e sem dispor de filiais do BKC no interior do Brasil !!!  Ou seja, uma estupidez, que obviamente beneficiou os mestiçadores e seus mestiços, que passaram a ser mais valorizados comercialmente, assim como mais procurados como reprodutores (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/9-Documentos-ate-1979/9-24.jpg ), diminuindo assim o número de Filas Puros à disposição dos criadores. Justamente ao contrário, logo após a criação do CAFIB, nossos fundadores iniciaram o levantamento do Verdadeiro Fila Puro em diversas viagens ao interior de nosso país, buscando Pure Filas Puros que ainda existia em fazendas brasileiras e que ajudaram o CAFIB a formar seu plantel inicial de Filas. Enquanto isto os herdeiros da mestiçagem e mais tarde os NAM`s, que começaram a criar principalmente após 1.990, desconhecendo assim a verdade sobre a mestiçagem tão bem narrada neste livro, preferiram criar “filas-mestiços” e até pretos, ao invés do Fila Puro ou Filas de Fazenda. Cabe ressaltar como exemplo que o plantel de Filas Puros do CAFIB-Rio somente melhorou quanto Antonio Alves Freire, Vicente Lomba Lima e Augusto e Marília Canizza foram ao Sul de Minas na década de 80 buscar Filas Puros (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/fotos/18%20(14).jpg e http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/fotos/1840.jpg );

Pg. 70:Fila preto não existe!”. Explicação minha: frase proferida pelo mitológico Jose Gomes de Oliveira, o famoso Zé Gomes, falecido em 1.998, um dos precursores  do Fila nas fazendas de Varginha, cidade localizada no Sul de MG, que jamais registrou um único Fila  (Pg 71) no BKC.

Pg. 100: “…embora os Filas já existissem há muitas décadas em cidades mineiras, coube ao interior paulista trazê-los para as exposições do KCP (Kenel Club Paulista). A primeira vez foi em 1.939”;

Pg. 100: “No meu entender, a Minas Gerais cabe a glória de ter preservado o Fila por mais de um século, mas é inquestionável que os paulistas foram os bandeirantes da raça, trazendo-a para a capital do estado e de lá tornando conhecida no Brasil e no resto do mundo”;

Pg. 102: “Adolpho Rheingantz, presidente do KCP, tinha o maior interesse em que mais e mais Filas surgissem nas exposições paulistas, e uma prova disto é que o regulamento para a concessão de titulo de campeão foi alterado: Bumbo da Vila Paulista conseguiu o título em apenas duas exposições –  o normal seria três, como era para todas as raças -, e mais: cão com RI (Registro Inicial) não podia ser campeão, mas para a raça Fila foi aberta uma exceção. Se o regulamento era mudado em benefício da única raça brasileira, nada mais compreensível que o KCP (Rheingantz) permitisse ao apaixonado criador da raça, Benedito Faria de Camargo, comparecer as exposições paulistas com seus Filas sem registros.” Explicação minha: ou seja,  ao contrário no KCP do inteligente Adolpho Rheingantz, o BKC de Henrique Lucena, ao encerrar o Registro Inicial  (RI) em 1.975 fechou as portas para os verdadeiros Filas que habitavam nas fazendas e no interior do Brasil e, no ano seguinte, aceitou o Simpósio de Brasilia que alterou parcialmente o padrão do Fila, em prol do fenótipo mais mestiço. Ou seja, duas ações que depreciaram o Verdadeiro Fila e valorizaram comercialmente os “filas-mestiços” (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/9-Documentos-ate-1979/9-24.jpg e http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/5.html );

Pg. 119: “O ano de 1.948 foi o verdadeiro despertar para a cinofilia brasileira.” e “… em especial tirariam definitivamente o Fila Brasileiro das fazendas interioranas para a cinofilia organizada das grandes metrópoles brasileiras”;

Pg. 181: “No ano de 1.971, durante a realização de uma expo especializada do Departamento de Fila Brasileiro, ligado ao KCP, filiado a FCB (Federação Cinológica do Brasil), João Batista Gomes, presidente daquele departamento, concedeu a Paulo Santos Cruz o título de Pai da Raça Fila Brasileiro;

Pg. 181: “Em fevereiro de 1.974, o gráfico Paulo Salles de Oliveira lançou no Rio de Janeiro a revista Animais e Veterinária, na qual exerci (Paulo Godinho), por alguns anos, cargos de direção e publiquei muito de meus artigos. Essa revista teria um papel decisivo em defesa da raça Fila Brasileiro em meados da década de 1.970., os chamados tempos das mestiçagens…”;

Pg. 189: “No inicio da década de 1.970, fileiros paulistas filiados à FCB (Federação Cinológica do Brasil), visando a melhorar o Fila, começaram a cruzar diversas fêmeas desta raça com Mastiff Ingleses importados para este fim ( http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/8-Documentos-de-1978/8-21-A.jpg , http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/fotos/1843.jpg e http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/fotos/18%20(42).jpg ) sob a justificativa de estarem retornando as origens,.(Explicação minha: diziam mesmo este absurdo, apenas não diziam em que este “retorno” beneficiaria o Fila e nem porque não oficializaram e controlaram esta ilegalidade que deveria ter sido um experiência autorizada e controlada, mas transformou-se apenas numa grande, escondida e desordenada mestiçagem sem controle cujos efeitos negativos encontramos até hoje no plantel de Filas do BKC-CBKC-FCI) segundo a teoria de Paulo Santos Cruz. Daí para frente, usaram o Dogue Alemão e o Mastin Napolitano, ambos de cor preta. Mestiçar Fila parecia moda, tal a quantidade de ninhadas desses mestiços registradas ( no BKC ) no estado de São Paulo e Rio de Janeiro”; (Nota minha: mesmo não tendo sido o  Dogue Alemão, o Mastin Napolitano (ambos na cor negra) e até o São Bernardo raças que jamais foram cogitadas pelo Dr. Paulo em sua teoria para explicar a origem da Raça Fila…)

Pgs. 190 e 191: “A constatação da mestiçagem em larga escala no estado de São Paulo chega-nos através do relato de Rubens Gisondi, presidente do FCB, no inicio dos anos 1.970. Na qualidade de presidente do KCP, em 1.978, na histórica reunião na sede do jornal O Estado de São Paulo, que deu origem ao CAFIB, assim se pronunciou: …sugeri o seguinte esquema para solucionar o problema: abrir um livro separado de registro, que acompanharia a evolução destes animais híbridos durante oito a dez gerações. Os que se aproximassem daquele tipo que se pretendia atingir no Fila seriam aproveitados. Os que não se aproximassem deveriam ser afastados. Mas este registro em livro não foi feito.”

Minha explicação: infelizmente, não ocorreu o registro dos cães híbridos (mestiços) em um livro especial do BKC, já que os mestiçadores optaram por uma simples, rápida e a mais comercial das soluções – forjar e falsificar pedigrees, contando com a cumplicidade d BKC de Henrique Lucena . O que prova que não pretendiam sem o controle necessário desta experiência melhorar em nada o Fila. Conclusão: o Fila sofreu a maior miscigenação que se tem noticia na criação de cães de raça em todo o mundo, muita gente ganhou muito dinheiro e o BKC de Henrique Lucena aumentou seu faturamento !!!

Pg. 191: Na edição nº 31 do jornal O FILA editado pelo CAFIB (http://www.cafibbrasil.com.br/jornal-o-fila/index.html ) em dezembro de 1.981 “… o fazendeiro mineiro Pedro Ribeiro Junqueira de Souza, o Pedrinho do Engenho, ao ser indagado sobre possíveis mestiçagens havidas em Minas Gerais, declarou: “Por aqui não conheço caso algum. Lá em São Paulo, como no Rio, é que há mestiçagem.” ;

Pg. 192: “A CAFIB, comissão inicialmente filiada ao BKC, uma vez desligada da entidade maior, mostrou-se perfeita em seu trabalho, especialmente no tocante às providencias técnicas para banir mestiços e mestiçadores.;

Pg. 192: “…mas o meu (de Paulo Godinho) conhecimento de causa por ter sido direta e indiretamente participante destes acontecimentos me garante afirmar que todo o sucesso do que acima foi dito deveu-se exclusivamente a uma única pessoa, Francisco Peltier de Queiroz (isto mesmo, o Tio Chico…) , que, aos 23 anos de idade, sem passado de cachorreiro, surgia “do nada” para fazer aquilo que ainda não tinha sido feito: mostrar abertamente pessoas e cachorros que ameaçavam destruir a raça Fila Brasileiro. Tudo aconteceu depois dele… E com ele.”;

Pg. 193: “Em menos de um ano Chico Peltier tornara-se muito conhecido e bastante temido por aqueles que acreditavam que as mestiçagens iriam melhorar a raça Fila” e “Chico conseguiu uma coluna semanal no jornal carioca Diário de Noticias, onde escrevia tudo o que pensava sobre filas e fileiros. Entrou em contato comigo e me pediu espaço na revista Animais &  Veterinária (A & V). Ele já mantinha também contato com Paulo Santos Cruz”;

Pg. 193: “Em julho de 1.975 no nº 8 de A & V, publicamos o artigo A Hora do Fila, de autoria do medico veterinário Cesar Mesquita, que estourou nos meios cinófilos, o primeiro a focalizar diretamente as mestiçagens no Fila”.

Explicação minha: esta primeiríssima denuncia encontra-se obviamente no meu site em http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/4-Documentos-de-1975-e-1976/4_2/materia.html . Neste artigo Cesar Mesquita escreveu: “Já que o Fila é uma raça definida, com o seu registro reconhecido internacionalmente pela FCI, por que permitir que alguns criadores produzam mestiços de Filas com outras raças como o Mastin, o São Bernardo, Dogue Alemão? Estes cruzamentos ao serem feitos ao invés de melhorar a raça só a prejudica, pois dentro da ninhada nascerá de tudo e então todos com registros de Fila Brasileiro. Como o (Brasil) Kennel Club consente isto, registrar mestiços como se fossem puros?”.

Meus super importantes comentários:

Infelizmente esta foi a primeira e única denúncia feita pelo Cesar Mesquita, que se resumiu apenas na frase acima. Mas…:

– para mim ela foi extremamente importante, pois, se ele podia denunciar, eu também podia…;

– entretanto eu não tinha conhecimento suficiente e não era criador renomado;

– mas eu tinha plena consciência – apesar dos meus 20 e poucos anos — de que era preciso salvar a Raça Fila da mestiçagem, de sua extinção devida justamente a esta mestiçagem sem controle. Alem disto eu sempre entendi o Fila como sendo parte da ecologia e fauna brasileira;

– procurei então Zito Hermanny, criador e juiz honesto de Filas do BKC, do Canil Amazonas  http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/3-Documentos-ate-1974/3_3/materia.html  , que me indicou conversar com um tal de Dr. Paulo Santos Cruz…;

– visitei Dr. Paulo no inicio de 1.976, convenci-o a retornar ao Fila e à cinofilia e fiz com ele uma “dobradinha” de trabalho.

Ganhei experiência, conhecimento e credibilidade;

– me aproximei de Paulo Godinho (da revista A & V e Jornal do Brasil ) e Antonio Carvalho Mendes do jornal Estadão (ou seja, dois dos mais importantes jornais brasileiros da época e que possuíam colunas semanais sobre cães) e de vários outros jornalistas famosos. Todos abraçaram a causa do Fila Puro. Basta dizer que até hoje alguns criadores do Fila-CBKC- FCI pensam que eu sou jornalista ou expert em marketing devido a forte campanha que organizei em prol do Fila Puro no Brasil e no exterior. Não, o que me movia era minha paixão pela Raça Fila e minha responsabilidade em proteger um animal genuinamente brasileiro !!!

– todos abraçaram a causa do Fila Puro e eu virei uma “caixa de ressonância” em defesa do Fila, publicando inúmeros artigos e notas em jornais, colunas em revistas, entrevistas em TV`s e Cartas Abertas…

Eles me deram credibilidade e visibilidade…;

– a credibilidade que o presidente do BKC Lucena não possuía com relação à Raça Fila…

– mais detalhes no meu site, principalmente na Introdução. Vide em

http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/1.html .

Conclusão: vejam então o que é a teimosia – com tão pouca idade eu fui capaz de realizar que criava mestiços, devolvi para o canil dos Pampas-Rio os filas-mestiços que lá adquiri, encerrei as atividades do meu canil em 1.977, isto é,  antes da criação do CAFIB e idealizei o CAFIB. Enquanto isto os NAM`s, ha décadas insistem em criar cachorros mestiços como se Filas Puros fossem… Haja teimosia…!!!

Pgs. 194 a 198:  Nota minha – não deixem de ler todo os subitens “Um Moderno Don Quixote” e “Em defesa do Fila sem misturas – A CAFIB” que cita alguma de minhas realizações em defesa do Fila Puro, passando por ajudar a trazer Paulo Santos Cruz de volta à cinofilia, idealizar o CAFIB, fundar o Fila Brasileiro Club of America (vide http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/6-Documentos-de-1977/6-15.jpg ) , lançar minha Carta Aberta de Londres ( vide http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/8-Documentos-de-1978/8_14/materia.html  ) e até ser eleito Cinófilo do Ano de 1.976, assim como o fantástico inicio do CAFIB que por meio dos seus fundadores resgataram o Fila Puro da extinção e da miscigenação;

Pgs. 201 e 202:  “O ano de 1.979 iniciava-se a todo o vapor. O alemão Christopher Habig, diretor do Clube de Molossos da Alemanha, já então conhecido de Francisco Peltier de Queiroz e grande incentivador da criação do Fila naquele pais, escreve ao BKC uma carta, datada de 8/02/79 (*), demonstrando sua indignação contra as mestiçagens que foram feitas no Brasil e se declarando favorável a reabertura do RI (Registro Inicial) em nosso pais, pois, na Alemanha, qualquer Fila tipado sem pedigree seria reconhecido pelo VDH, o kennel clube alemão”.

Nota minha: fui à Alemanha em 1.979 e participei da Expo na cidade de Essen, quando entreguei ao Melhor Fila o troféu CAFIB (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/fotos/1812.jpg ). Pena que anos mais tarde Chris Habig (https://filabrasileirochicopeltierblog.wordpress.com/2012/08/25/post-no-34-tio-chico-informa-no-16-a-importancia-de-chris-habig-enviado-em-250812// ) foi eleito vice-presidente da FCI, mas, infelizmente, não foi capaz de em nenhum momento ajudar o Fila Puro nem o CAFIB. (*) http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/9-Documentos-ate-1979/9_12/doc_6.jpg e http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/9-Documentos-ate-1979/9_12/doc_7.jpg .

Pg. 202:  “Em 17/07/79, Luiz Antonio Maciel, secretário-geral do CAFIB, dirige-se por carta a Ayrton Schaeffer (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/9-Documentos-ate-1979/9_6/materia.html  ), presidente do BKC, cobrando-lhe providencias quanto às mestiçagens. (Já que) as diretorias do Clube Paulista do Fila Brasileiro (antecessor da SPFB) e do Kenel Club Paulista deixaram-no sem resposta e não tomaram quaisquer atitudes para resolver o problema (da mestiçagem). Finalizando o CAFIB dava 20 dias ao BKC para se definir quanto ao caso, informando que, após este prazo, sentir-se ia no direito de ela própria determinar as soluções. Neste mesmo dia 17 de julho, (Minha nota: esta Circular foi escrita muitos dias depois mas datada de 17 de julho a fim de mostrar eficiencia e rapidez… ) assinada pelo superintendente nacional, Eugenio Lucena, o BKC  publicava a sua carta circular nº 79/29 (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/9-Documentos-ate-1979/9_12/materia.html  ) com uma série de medidas contra a CAFIB, colocando sub judice os árbitros Paulo Santos Cruz, Airton Campbell, Américo Cardoso dos Santos Jr., Roberto e Marília Maruyama e Marilda Mallet e instando a que se pronunciassem por carta sobre com quem ficavam, com o BKC ou com a CAFIB. Nenhum deles deixou a CAFIB. E esta carta circular que também fora enviada à FCI, finalizava considerando Francisco Peltier de Queiroz persona non grata na cinofilia brasileira, sem poder para falar sobre a Raça Fila Brasileiro. Em agosto de 1.979 a CAFIB rompeu com o BKC, tornando-se clube…”

Explicação minha: esta época é conhecida no Brasil como os anos de exceção, influenciada pelo autoritarismo da Ditadura Militar. Era um Brasil repleto de autoritarismo e intolerância que refletia em vários setores da vida civil brasileira como clubes e várias outras organizações… Os fundadores e membros do CAFIB eram perseguidos (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/9-Documentos-ate-1979/9_12/materia.html e

http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/11-Documentos-1984-ate/11-20.jpg ) Este segundo link é extremamente importante pois trata-se da declaração datada de 11/10/2008, isto é,  20 anos depois dos acontecimento aqui narrados recebida por email de Marília Pentagna, fundadora do tradicional Canil Boa Sorte que sempre registrou seus Filas no BKC-CBKC-FCI, assim como, logo após nossa  fundação também no CAFIB…. Naquela época de exceção os mais fortes (BKC) acreditavam que podiam impor sua vontade à força sob os mais fracos (CAFIB). Mas, confidencialmente, Henrique Lucena, presidente do BKC, tentava me convencer a que o CAFIB voltasse ao BKC, inclusive alegando que nenhum clube cinófilo conseguia sobrevier fora do sistema BKC-FCI que, naquela época era o único clube oficial no Brasil, devido ao acordo firmado com o Ministério da Agricultura (MA). Bem, meus amigos, os anos passaram, em 1.980 o CAFIB foi reconhecido pelo MA e recebeu o direito de emitir pedigrees de seus Filas; o BKC-CBKC acabaram sendo excluídos por duas vezes do MA (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/novos/30_79/materia.html ) e o CAFIB ruma hoje para seu 36º aniversário de existência tendo resgatado o Fila da extinção e o preservado. Enquanto isto até o chamado “fila-aberração” continua a ser registrado… Quanto a mim, fui “punido” com uma inútil tentativa de perda da minha própria palavra… Só conheço um outro brasileiro que tenha sido punido desta forma: trata-se do meu amigo, o ex-Frei Leonardo Boff, que fez o batizado de minhas duas filhas e costumava almoçar aos domingos na casa dos meu pais no Leblon-Rio. Ele é um dos ideólogos da Teologia da Libertação que em 1985, foi condenado a um ano de “silêncio obsequioso” pelo Vaticano… Mas creio que o nosso querido Papa Francisco em breve acertará esta situação… Logo estou em ótima companhia… (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/9-Documentos-ate-1979/9_12/doc_4.jpg ) Aliás, esta “punição” foi mais um erro do BKC, pois apenas me incentivou a escrever cada vez mais divulgando o Fila, o CAFIB, a mestiçagem, os mestiços, os mestiçadores, os NAM`s  e os clubes e diretores omissos… Até hoje…

Pg. 203:  “A CAFIB deixou o BKC/CBKC para ser Clube. Realizou um trabalho de avaliação e depuração do plantel fileiro como deveria ter sido feito pelo BKC, uma seleção inteligente e isenta de interesses pessoais, que acabou por valorizar aquele Fila que ainda existia e em muito bom numero em cidades mineiras”.

Pg. 203:  “A mestiçagem gerou uma revolução na raça que poderia ter tido um final feliz caso o BKC dos anos 1.970 tivesse aceitado e seguido com seriedade o caminho que Arthur Walter Verlangieri escreveu para ser o catecismo do CAFIB em 1.978. Bastaria isto, e hoje, possivelmente não veríamos mais em pistas brasileiras Filas de cor preta ou com tipagens herdadas de Mastifes e Dogues Alemães”.

Pgs. 204 e 205: “À medida que os CAFIBs regionais iam se multiplicando, os fileiros que seguiam sua cartilha iam se conscientizando de que as medidas impostas por aquele clube eram duras, mas necessárias; meias medidas não seriam suficiente. Tinham que  deixar de se enganar e de perder tempo criando por vezes animais visivelmente mestiços ou que, se não o fossem, estivessem muito longe dos parâmetros normais de um verdadeiro Fila em tipo e temperamento. (Comentário meu: pena que ainda existem criadores do Fila-CBKC-FCI e os NAM`s perdendo teimosamente tempo até hoje). Menos de cinco anos após sua desvinculação do BKC e da transformação da antiga Comissão em Clube, o plantel do CAFIB era de fato o melhor e o único de genealogia confiável, mercê de penosas Análises em diversos estados brasileiros, que desagradava muita gente que viu muito de seus cães serem desqualificados para a reprodução, mas os que seguiram a linha de trabalho cafibeana, em muito pouco tempo, não se arrependeram de fazê-lo. Era muito comum naquelas Análises uma reprovação média de mais de 40% dos animais que compareciam às avaliações. Ressalte-se que o CAFIB só aceitava em seu stud book Filas com pedigree BKC/CBKC caso esses fossem aprovados numa de suas Análises. Desta forma, eles formaram um plantel e, em pouco tempo, a média de qualidade de sua criação atingiu alto nível. (Explicação minha: Godinho refere-se à Análise de Fenótipo e Temperamento do CAFIB ( http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/fila_brasileiro-cachorro.html  ), criada para julgar e separar os Filas Puros dos “filas-mestiços”. Segundo este procedimento, o CAFIB não aceitava em seu plantel “filas-mestiços”, mesmo aqueles possuidores de pedigrees emitidos BKC-CBKC-FCI. Por isto o CAFIB jamais reconheceu e aceitou como dignos de fé os pedigrees de Filas emitidos por estes 3 clubes, devido a grande mestiçagem neles encontradas, conforme é relatado e concluído claramente por meio deste livro.)

Era uma época em que, oficialmente, o Registro Inicial (RI) estava fechado; em se tratando da raça Fila Brasileiro, era voz corente nos meios criadores que já não havia mais nada ( Filas) de bom no interior ( nas cidades e fazendas do Brasil) e, por isto, não havia necessidade de se reabrir o RI. (Nota minha: o jornalzinho O Fila Brasileiro, patrocinado pelo BKC de Henrique Lucena e editado pelos seguintes cubes:  ACFIBREJ, Clube Paulista do Fila Brasileiro – antecessor da SPFB –, Clube do Fila de Brasilia (que organizou o Simpósio que beneficiou a mestiçagem, conforme já mencionado acima) foi redigido às pressas para tentar combater o grande sucesso do nosso jornal O FILA do CAFIB, mas este teve apenas um único número em Set/79, enquanto que O FILA, editado por nosso fundador Luiz Maciel, alcançou  42 edições. Este único número  publicou um pronunciamento oficial do BKC, onde no seu item 4, sobre o RI afirmou – na teoria e sem nenhuma comprovação – que não existiam mais Filas no interior do Brasil. Esta afirmação evidentemente beneficiava os “filas-mestiços” com pedigree (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/9-Documentos-ate-1979/9-24.jpg ) em detrimento dos Filas Puros. Logo, o trabalho realizado pelo CAFIB — na prática — e constatado pelas páginas deste livro, comprova que, mais uma vez, estes três clubes e o BKC estavam, como sempre, TOTALMENTE ERRADOS no que diz respeito a Raça Fila ). O futuro e o CAFIB mostraram que BKC/CBKC estavam completamente errados. Como exemplo disto, nos anos de 1.970, nas terras de José Gomes de Oliveira, em Varginha, existiam Filas excepcionalmente bons (sem registros), como foram Lord e Marta (também sem registros). Como eles, outros, naquela e em outras regiões mineiras.

Nesta época de aprimoramento do plantel fileiro do CAFIB, há que fazer justiça mais uma vez ao estado de Minas Gerais. Tudo começara lá nos anos 40 e, trinta e poucos anos depois, Minas voltava a ver aprovado pelas exigentes Análises cafibeanas grande parte do seu plantel, absolutamente sem registro na cinofilia oficial. (Explicação minha: o CBKC deixou de ser oficial e único clube no que se refere a Raça Fila, a partir de 23/04/80 quando o Ministério da Agricultura firmou  acordo com o CAFIB – http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/9-Documentos-ate-1979/9_29/materia.html ,   http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/13-CAFIB-X-MA/13-2-.jpg  e  http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/13-CAFIB-X-MA/13_3/materia.html.).

Os exemplos disso estão nas criações de Jose Hamilton Alves Pereira (Canil Aguenta Sol – Sul de Minas Gerais – http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/fotos/18%20(14).jpg ) e de Iliano Pinto Ribeiro (Canil Engenho Velho), ambos de Varginha, seguidores da gloriosa criação de Jose Gomes de Oliveira. E, um pouco distante daquelas terras sagradas para a raça Fila Brasileiro, ainda em Minas Geras, em Governador Valadares encontramos a criação de Paulo Fernando Soares Angotti (Canil Ibituruna – http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/16-IMPRENSA-FILA-BRASILEIRO/16-24.jpg e http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/16-IMPRENSA-FILA-BRASILEIRO/16-30.jpg ), que também nos legou animais de ótima qualidade em tipo e temperamento.

Jose Hamilton e Iliano são exemplos de grandes criadores que nunca registram e nem registrariam seus cães na CBKC, pelo motivo de todos aqueles animais não possuírem registros na cinofilia oficial e nela o RI estar fechado desde 1.975. Se o CAFIB não tivesse existido, o que teria sido daquelas e de outras notáveis criações que se basearam completamente em animais RI?”.  (Explicação minha: todos estes três criadores eram membros do CAFIB, registraram seus Filas no CAFIB e  tiveram vários de seus Filas campeões pelo CAFIB. Nota minha: é justamente por isto que há anos eu afirmo que enquanto o CAFIB foi buscar o Fila Puro no interior do Brasil para formar seu plantel, os herdeiros dos mestiçadores e os NAM`s, até mesmo acreditando ingenuamente nos registros do BKC-CBKC-FCI, preferiram adquirir seus “filas-mestiços” com pedigrees no eixo Rio-São Paulo e destes 3 clubes. Para eles, este mestiços haviam sido validados pelo fechamento do RI, pelo Simpósio de Brasilia, pelas teoria do Fila Terceirense de João Batista Gomes que apenas foi inventada para validar o tipo “fila-mastiff” e pela teoria do Dogue de Force Rare de Procópio do Vale que apenas foi inventada para validar o “fila-preto”. Aliás, estas duas teorias são tão descartáveis que Godinho sequer perdeu tempo em menciona-las neste livro.)

Pgs. 205 até 208: Magistral relato sobre o trabalho desempenhado pelo CAFIB-Vale (do Guaratinguetá-SP), nas pessoas de seus fundadores Sebastião Monteiro, também conhecido como “O Trator” dada a sua capacidade de empreender que infelizmente faleceu precocemente em 1996 e nosso Jonas Tadeu Iacovantuono a quem chamo carinhosamente de “Voz de Trovão”.  Parabens amigos do CAFIB-Vale. O CAFIB sempre será grato a voces.

Pgs. 227 e 228: “Pelo lado da CBKC eles não tinham a menor noção do valor do CAFIB, nem se importavam com o lado grandioso do trabalho que a entidade dissidente fazia em beneficio do Fila; sempre que podiam a combatiam, e o maior exemplo disto eram as constantes cobranças de explicações que eu tinha que dar por escrito à cúpula do CBKC sempre que divulgava, nas minhas colunas no Jornal do Brasil, qualquer evento ou atividade cafibeana. Eu fazia parte do quadro de árbitros da CBKC e era handler profissional, o que na época era impossível conciliar, mas a função de jornalista me obrigava a não omitir feitos, quer de gregos, quer de troianos. Alguns dirigentes da CBKC, entretanto, tentaram impor sua vontade em minha linha jornalista, o que nunca conseguiram”. (Nota minha: sou testemunha das perseguições sofridas pelo Godinho, assim como do seu caráter e respeito à verdade dos fatos ).

Pgs. 228 a  231:  Nota minha: Sobre a pífia tentativa de união entre o CAFIB com a ACB ( Associação Cinológica do Brasil) + KCP + BKC, já que estes clubes haviam rompido naquela época com a CBKC: “Cada vez mais as exposições do CAFIB estavam repletas de Filas, o que poderia ser uma boa fonte de receita para os clubes da ACB, caso houvesse um entendimento ACB-CAFIB que aproximasse as duas entidades”. E “…no dia 25/11/95, o KCP convidou Airton Campbell, Fernando Zanetti e Sebastião Monteiro para atuarem julgando Filas em três exposições que o KCP realizou na cidade de São Paulo”. E  “Em 27/04/96, o BKC e o CAFIB realizaram no Rio de Janeiro suas exposições no Supermercado Freeway. Pelo CAFIB julgaram Jonas Tadeu Iacovantuono e Sebastião Monteiro e, pelo BKC, Paulo Godinho…”. E “Em 1/09/96, o KCP realizou o seu tradicional Festival do Cão, convidando o árbitro do CAFIB, Fernando Zanetti, para julgar a raça Fila. Parecia estar começando um bom entendimento entre o CAFIB e a ACB, mas logo percebi que havia apenas o interesse em colocar Filas nas exposições do ACB e nenhuma intenção na boa criação e no futuro da Raça Fila”. (Comentário meu: aqui encontra-se narrado de forma evidente a grande diferença existente entre BKC-CBKC-FCI-ACB-KCP e o CAFIB. Enquanto o CAFIB se preocupa com o aprimoramento e preservação do Fila Puro e a eliminação de seu plantel dos “filas-mestiços”, estes clubes priorizam o faturamento e a maior presença numérica em suas exposições, não  necessariamente acompanhados pela qualidade do fenótipo e do temperamento dos cães expostos. Justamente por isto escrevo há décadas que a diretoria do CAFIB jamais deu a menor atenção a todos estes clubes. Neles, os clubes e a política são mais importantes do que os cães e a criação ).

Pgs. 234: “Em 1.996 o CAFIB completava 18 anos de fundação. Até ali havia Analisado em fenótipo e temperamento, 9.000 cães, sendo 40% deles Reprovados. Realizara 49 exposições em diversos estados brasileiros, com a participação de mais de 2.400 animais; 1.800 ninhadas foram verificadas. Um fabuloso trabalho para um clube que sempre viveu a margem do BKC/CBKC”. “Em resumo histórico desse movimento patriótico que salvou o Fila Brasileiro para as gerações futuras, diria que o veterinário carioca Cezar Mesquita representou o “quilometro zero” da luta contra a mestiçagem na raça; Francisco Peltier de Queiroz foi o grande paladino no combate aos mestiçadores; a presença de Paulo Santos Cruz foi a bandeira que deu força e confiança aos mais novos…”; “…(Dr. Paulo) legou-nos páginas de notável lucidez, que certamente nunca teriam sido escritas se ele não tivesse retornado a cinofilia…” ;  “…Arthur Verlangieri soube analisar com frieza e inteligência o grave momento por que passava a raça Fila…” ;  “Outro personagem decisivo, no meu entender, foi o jornalista Luiz Antonio Maciel…” ;  “…Airton Campbell foi outro pilar da estrutura cafibeana…” ;  “…Numa fase em que o CAFIB já estava bem consolidado, surgiu Sebastião Monteiro…” e “… que com sua disposição, talento para lidar com cães e a seriedade de atitudes, cedo se tornou uma figura imprescindível ao clube e à causa”. “É evidente que outros nomes existiram, pois houve CAFIBs de muita importância em diversos estados do Brasil. Para homenagea-los escolhi a pessoa do criador e árbitro pernambucano (do CAFIB) que por alguns anos presidiu o CAFIB-Recife e editou O Fibra, um boletim que circulou pelo nordeste durante 4 anos”.

Pgs. 368: Nada é mais mestiço do quem um Fila preto, e nem mesmo o correr dos anos (Nota minha: e vejam que foi 40 anos !!!) e de sucessivos cruzamentos com animais de outras cores conseguiu dar aos cães pretos uma tipagem pelo menos aceitável para que pudéssemos chamá-los de Filas Brasileiros”.

Pgs. 368: “Se, nos anos 1.970/80 quando o BKC, que posteriormente se tornou CBKC, tivesse tomado uma atitude com respeito aos mestiços de que aquelas entidades em outros tempos reconheceram a existência, hoje certamente estaríamos definitivamente livres destas pragas.” Comentário meu: este item intitulado A Solução do Problema (para os “filas-pretos”) e simplesmente imperdível. Resumindo, Godinho entende que apesar da cor preta ser uma comprovação de mestiçagem, bani-los da criação seria uma injustiça para com os proprietários de filas-pretos. Por outro lado Godinho entende também que “…os Filas de cor preta não são Filas Brasileiros, são outra raça,  que firmou seu tipo e pede para ter vida própria…”. Godinho menciona “…histórias análogas encontradas em muitas outras raças do mundo, que surgiram de mestiçagens de todos os gêneros e hoje são reconhecidas como individualidades, raças perfeitamente definidas por padrões particulares…” Segundo Godinho “…para resolver em definitivo o impasse que a CBKC dos anos 1980, por comodismo, receio ou mesmo por temer prejuízos econômicos, não quis sanar”. Assim, Godinho conclui reafirmando que os “filas-pretos” “…são outra raça, e como tal devem ser compreendidos…”. Desta forma, Godinho sugere para sanar este grave problema, a mesma solução já adotada com sucesso nas raças Akita, Pastor Suíço, Pastor Alemão Branco e Pastor Canadense pela FCI, isto é, a criação da Raça Fila Preto.Godinho ainda completa: “Definitivamente, tais Filas estariam livres de serem vistos como mestiços, como, na realidade, são.

Nota minha: como voces sabem, meu entendimento para a solução da enorme mestiçagem encontrada ainda hoje no Fila do CBKC-FCI é um pouco mais rigorosa do que a solução proposta pelo Godinho. E não traria perdas financeiras para a CBKC-FCI. Para mim, temos que separar da Raça Fila, não apenas os chamados  “filas-pretos”, assim como os mestiços de todas as cores. Justamente por isto minha proposta é a da criação da Raça Mastin Brasileiro com 4 Variedades, inclusive a Preta. (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/novos/pergunte_chico_3/materia.html  ).

Pgs. 426: Ultimas considerações – chego (Paulo Godinho) ao final deste livro, que representou para mim um compromisso com a Cinofilia de minha Pátria, de que a CBKC, na pessoa de seu presidente, Sergio Castro, tornou possível a realização. Tudo começou no ano de 1.994, quando tive a certeza de que Paulo Santos Cruz, que falecera em 1.990, não nos dera o “seu livro”, a sua experiência com o Fila Brasileiro, ao qual ele e sua esposa dedicaram mais da metade de sua existência”.

Nota minha: Godinho encerra assim este livro imprimindo uma carta muito pessoal que recebeu do Dr. Paulo, datada de 17/07/76. Nela, para surpresa minha, sou citado e de uma forma que muito me orgulha. Dr. Paulo refere-se ao “…entusiasmo peltierano”… Sorte minha que, decorridos quase 40 anos ainda mantenho no meu coração vivo o “entusiasmo” de proteger o Verdadeiro Cão de Fila Brasileiro tal qual herdamos da Mãe Natureza e do Sul de Minas Gerais.

4. Minhas conclusões finais:

Por todas as frases e pensamentos relacionados acima, entendo o livro de Paulo Godinho como sendo um documento que vem, em ultima análise, informar e constatar que os preceitos básicos defendidos pelo CAFIB e seus principais articulistas, fundadores e membros ao longo de seus 35 estão absolutamente corretos. Um verdadeiro atestado de veracidade.

Ou seja:

– constatamos a mestiçagem e dela veementemente discordamos;

– a denunciamos publicamente, inclusive ao então BKC, CBKC e FCI;

– tentamos de todas as formas que o BKC-FCI tomasse providencias contra a mestiçagem e os mestiçadores, punindo e acabando com esta prática criminosa;

– denunciamos o término do Registro Inicial;

– aceitamos criar o CAFIB como Comissão dentro sistema BKC- FCI;

– como BKC- FCI não tomou nenhuma atitude em defesa do Fila-Puro, rompemos com este sistema e nos tornamos no final de 1.978 um Clube independente; passando a manter nosso Livro de Registros e emitir nossos próprios pedigrees, a viajar pelo Brasil levantando o plantel de Filas-Puros; criamos nossos Regulamentos e a Análise de Fenótipo e Temperamento para aprimorar nosso plantel, organizamos centenas de Análises, Expos e nomeamos representantes ambos no Brasil e no Exterior.

– obtivemos em 1.980 a autorização legal do Ministério da Agricultura para desempenhar nosso trabalho e continuar registrando o Fila, inclusive emitindo nossos próprios pedigrees;

– resgatamos o Fila-Puro da extinção e o perpetuamos tal qual herdamos da Mãe Natureza;

– nunca mais paramos de nos dedicar a preservação desta importante parte da ecologia brasileira e

– implantamos e difundimos a Filosofia de Criação do CAFIB.

Depois do lançamento deste magnífico livro escrito pelo jornalista e juiz all rounder do CBKC, Paulo Godinho, posso afirmar que, sem dúvida, um ciclo sobre a História da Raça Fila realmente se encerrou, assim como meu relacionamento com o Fila. Não ficou mais nenhuma duvida a ser esclarecida, tanto do lado do CAFIB quando do BKC-CBKC-FCI. Afirmações e denuncias que os cafibeanos fizeram ao longo de mais de 35 anos foram comprovadas e atestadas. A verdade foi totalmente exposta e esclarecida em seus detalhes finais. Quem estudar no site do CAFIB, no meu site e blog e neste livro, não mais terá nenhuma duvida sobre a Verdadeira Historia do Fila Brasileiro. Cabe agora ao CBKC e a FCI, assim como a muitos criadores sérios do Fila-CBKC possuidores de mestiços e, principalmente, de Filas Típicos, decidirem o que fazer com este plantel de cães mestiços de Filas criados no sistema CBKC-FCI. Como voces bem sabem, minha opinião é de que a solução para esta mestiçagem existente no seio do Fila do CBKC-FCI passa inexoravelmente pela criação da Raça Mastin Brasileiro ( http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/novos/pergunte_chico_3/materia.html  ) a fim de separar os Filas Puros de tantos “filas-mestiços” com pedigree,  da mesma forma que a FCI de maneira honesta, corajosa, responsável, séria e correta dividiu a Raça Akita em duas Raças (leiam no excelente artigo de Fernando Martins Lopes: https://filabrasileirochicopeltierblog.wordpress.com/2012/08/15/post-no-23-tio-chico-informa-no-11-sobre-a-divisao-da-raca-akita-enviado-em-10712/  ), resolvendo seus problemas e acabando com tantas disputas que haviam entre os criadores e clubes que criavam diversos tipos de Akita. Exatamente como no Fila Brasileiro.

5. Minhas finalizações:

Penso que eu esteja, após o livro do Godinho, fechando um ciclo de 40 anos, pois em Jan/74, sem entender absolutamente nada de Fila e sem jamais ter criado um animal sequer, comprei uma fêmea Fila Pura, chamada de Zorra (Charrua dos Pampas) e meses depois adquiri dois mestiços, fruto do cruzamento ilegal de Fila com Mastin Napolitano, mas ambos cachorros possuíam pedigree de Fila emitido pelo BKC…

Devido a este fato acabei com meu canil dois anos depois – antes da fundação do CAFIB — e me dediquei a dar minha vigorosa contribuição para resgatar da extinção e preservar o Fila Puro. Iniciei uma campanha de divulgação para que outros criadores não fossem enganados e fossem induzidos a cometer o mesmo erro cometido por mim. Idealizei e ajudei a formar o CAFIB. Fundei o CAFIB-Rio onde realizei 14 Analises e Expos. Em 2.008 recebi uma homenagem maior do que mereço dos meus amigos do CAFIB: uma placa com os dizeres “Pai do CAFIB” (vide http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/12-CAFIB%20BRASIL/12-10.jpghttp://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/12-CAFIB%20BRASIL/12_6/materia.html ).

Assim, pergunto: sem o CAFIB, teria o Fila…

– sido resgatado da extinção? Claro que não;

– sido preservado tal qual herdamos da Mãe Natureza? Claro que não;

– sido aprimorado? Claro que não.

Pergunto ainda, por causa do CAFIB e do nosso trabalho de divulgação:

– quantos criadores não compraram “filas-mestiços” com pedigree ?

– quantos “filas-mestiços” não nasceram e foram adquiridos por incautos ?

– quantas Raças como Rottweiler, Rhodesian Ridgeback, Dogue de Bordeaux e outras passaram a ser

criadas e preferidas em detrimento do “fila-mestiço”?

– em quanto o “fila-mestiço” foi desvalorizado?

– quantos criadores deixaram o Fila-CBKC-FCI e passaram para o CAFIB?

– quantos criadores continuaram associados ao Fila-CBKC-FCI, mas passaram a criar baseados nos conceitos e o fenótipo e temperamento definido pelo CAFIB?

Meus amigos, as vezes o inesperado trás o esperado… E foi justamente isto o que ocorreu com este magnífico livro de Paulo Godinho que já estava praticamente pronto ha alguns anos, mas enfrentava dificuldades para ser viabilizado. Pois bem, inesperadamente Sergio de Castro, presidente do CBKC, trouxe o esperado patrocínio e esta publicação se tornou possível… Sendo assim, por ter sido este livro viabilizado por ele, em 2/06/13 por meio do Tio Chico Informa nº 35, prestei a seguinte homenagem a este patrocinador:

 Placa S. Castro

 

Meus amigos e amigas, sendo assim para o Tio Chico fecha-se sem dúvida um ciclo que se iniciou 40 anos atrás, exatamente em Janeiro de 1.974, quando num domingo chuvoso tive o prazer de conhecer pela primeira vez e imediatamente me apaixonar por um PURO Cão de Fila Brasileiro…

Nota: quase encerrando o ano de 2.013, fico muito feliz em informar a todos voces que meu site (http://www.filabrasileirochicopeltier.com.br/) recebeu em setembro passado o numero recorde de 9.036 visitas devidamente auditadas pela Locaweb e meu blog (https://filabrasileirochicopeltierblog.wordpress.com/ ) desde o seu lançamento em Ago/12 recebeu ate ontem 7.411 visitas devidamente auditadas pelo WorldPress.

Note: as I have always done with all emails sent in the past, this was also sent primarily to those responsible for FCI (based Belgium) + CBKC; and also to FCI (based Spain)

Nota: como sempre fiz com todos os emails que enviei no passado, este também foi encaminhado primeiramente para os responsáveis pela FCI (baseada Bélgica) + CBKC; e para a FCI (baseada Espanha).

Amigos e amigas, desejo a todos voces, inclusive aos NAM`s, CBKC e FCI um Feliz Natal e um excelente 2.014 !!!.

Abraços, Chico Peltier.

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